Programa ZineFestPt 2017 – Vai Botar Música, de André Coelho

André Coelho tem vindo a desenvolver o seu trabalho como ilustrador no âmbito do Rock, Punk, Metal e música experimental, criando capas de discos, merchandising e cartazes. Paralelamente faz edições de pouco ou nenhum sucesso através da Latrina do Chifrudo, editora que mantém com Sara Gomes, na qual edita fanzines e discos. Tem vindo a trabalhar regularmente com a Witchcraft Hardware e com a Malignant Records. É membro activo da banda industrial (a sério!) Sektor 304 e das lesmas do Doom Profan.

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Programa ZineFestPt 2017 – DJ Set Punk & Hip Hop, e lançamento de Zine Mariano #2, pel’ O Gato Mariano

Curtos sets secretos de hip hop e punk retirados da biblioteca Mariana do Gato.

O Gato Mariano, é uma banda desenhada protagonizada por um gato que faz reviews de álbuns portugueses. Fala de boa música portuguesa e da que não gosto posso literalmente fazer um desenho para perceberem como não presta. Aconselho todos a fazerem o mesmo.

Junto irá apresentar um dos seus Zines – Mariano #2.
Fanzine que junta destaca figuras influentes da BD, ilustração e design. A nova edição conta com entrevistas a Tony Millionaire e Anton Kannemeyer e um texto de Marcos Farrajote ilustrado por Rodolfo Mariano.

Programa ZineFestPt 2017 – Conversa “Qu’é da crítica?!”, com Tiago da Bernarda, Marcos Farrajota e André Coelho

O papel do crítico na edição independente e a importância da edição física dentro do meio.

Tiago da Bernarda foi jornalista, mas logo descobriu que a sua sorte seria outra. Em 2014 marcou a sua presença na edição independente com fanzines com e sobre BD.  Com “O Gato Mariano”, banda desenhada protagonizada por um gato que faz reviews de álbuns portugueses. Fala de boa música portuguesa e da que não gosto posso literalmente fazer um desenho para perceberem como não presta. Aconselho todos a fazerem o mesmo.  

Para esta conversa convidou:

Marcos Farrajota trabalha na Bedeteca de Lisboa. Faz bd e fanzines desde 1992 (criou com Pedro Brito o Mesinha de Cabeceira que ainda hoje edita), criou a editora MMMNNNRRRG – para “gente bruta” – mas antes fundou a Associação Chili Com Carne em 1995. Faz fanzines, editou BD, participou em inúmeras edições e livros. Tem feito capas, cartazes e BD’s para bandas punks e afins: Acromaníacos, Agricultor Debaixo do Tractor, Censurados, Crise Total, Çuta Kebab & Party, Gnu, Gratos Leprosos (FlorCaveira), Ideas For Muscles, Jello Biafra, Lacraus, Lobster, Melanie is Demented (Suécia), Peste & Sida, Rudolfo, Sci-Fi Industries, shhh…, Sunflare, Vómito, Whit,… No ano em que se “celebram” os 40 anos do punk em Portugal, a Chili Com Carne, em parceria com a Thisco, edita o (duplo) livro sobre este fenómeno:  Corta-e-Cola : Discos e Histórias do Punk em Portugal (1978-1998) de Afonso Cortez e  Punk Comix : Banda Desenhada e Punk em Portugal de Marcos Farrajota.

André Coelho tem vindo a desenvolver o seu trabalho como ilustrador no âmbito do Rock, Punk, Metal e música experimental, criando capas de discos, merchandising e cartazes. Paralelamente faz edições de pouco ou nenhum sucesso através da Latrina do Chifrudo, editora que mantém com Sara Gomes, na qual edita fanzines e discos. Tem vindo a trabalhar regularmente com a Witchcraft Hardware e com a Malignant Records. É membro activo da banda industrial (a sério!) Sektor 304 e das lesmas do Doom Profan. Têm participado nas várias antologias da Chili Com Carne com desenho, BD e textos e estreou-se a solo com o livro Terminal Tower. Em 2015 ganhou o concurso “Toma lá 500 paus e faz uma BD!” com o romance gráfico Acedia.

As informações e imagens foram recolhidas do blog http://www.chilicomcarne.com

Programa ZineFestPt 2017 – Apresentação do Zine Mucomorphia #2, de Filipe Felizardo

Apresentação do segundo número de Mucomorphia, o zine seriado de Filipe Felizardo que reúne textos, ilustrações e banda desenhada da sua autoria.

Mucomorphia é a antologia individual auto-editada de Filipe Felizardo, músico e artista visual. Fundada em 2016 é um espaço de investigação sobre geologia, patafísica e pornografia na forma de banda-desenhada, ilustração e pouca prosa. O que é que Wittgenstein tem em comum com meteoritos, clitoris hipertrofiados e dildos literários? A resposta está nas páginas de Mucomorphia.
Filipe Felizardo nasceu em Lisboa em 1985. Dedica-se à música, aos chutneys, à land-art e à banda-desenhada. Editou ‘O Subtraído à Vista’ pela Associação Chili Com Carne em 2015 e desde então que vive exclusivamente da arte.

Programa ZineFestPt 2017 – Exposição “Estado de Vigilância”, de Sama

Em literatura, cinema ou no universo das bandas desenhadas,
eu sempre curti uma “distopia”. Uma visão sombria de um
futuro punitivo para a nossa cruel negligência humana… Mas
confesso que nunca imaginei que iria vê-la acontecer de
verdade, mesmo depois de tantas guerras, crises e conquistas.
Penso que devíamos ter aprendido mais com a nossa história.


O curioso, é que, com exceção de algumas zonas em
conflito,”oficialmente” o mundo está em paz. Mas mesmo assim
podemos identificar no globo, várias características distópicas
ocorrendo a nossa volta, tais como nas obras: “1984”,
“Admirável Mundo Novo”, “Choque do Futuro”, “Fahrenheit
451” entre outras… Identificamos na nossa realidade, sombrias
previsões destes livros que estão a acontecer, inclusive até em
alguns países que declaram-se como democracias laicas.
Enquanto você lê estas linhas, nalguns sítios deste planeta
está a ocorrer: a proibição de publicações e leitura de
determinados livros, a censura de exposições de arte, crenças
fundamentalistas a substituir conceitos científicos, gentrificação
e monetização do indivíduo, destruição sistemática do meio
ambiente, segregação econômica e racial entre povos, além de
outras aberrações em nome da nova ordem que quer tomar o
universo para si. Tudo isso passa-se sob o véu da ilusão de
que existimos numa comunidade globalizada e tolerante onde
desfrutamos da opção da “hiper-escolha”, tão valorizada no
chamado, mundo livre. Livre para o capital, só se for, porque
neste cenário, está cada vez mais difícil para o indivíduo existir
na sua plenitude sonhadora. Se o que era ficção tornou-se real,
fique atento, pois nesta lógica, em breve você será a ficção, um
mero dado a ser acrescentado no grande arquivo da máquina.
Ouvi dizer que sonhar nos mantém fora do alcance da
máquina. Mas sonhe em estado de vigilância, porque a máquina não dorme.

Sama, 2017

Programa ZineFestPt 2017 – Projetos ambulantes

De novo e após a primeira edição do “aos papéis! edições ambulantes” vamos ter de passagem mas cheios de coisas lindas:

AtelierSer – Trata-se de uma oficina itinerante onde o transeunte é surpreendido por uma bicicleta transformada num autêntico atelier de serigrafia.

Chapa azul – Uma oficina gráfica de técnicas de impressão móvel, um atelier itinerante ligado à Casa Azul e que viaja até onde o quiserem receber e com ele aprender.

Livraria On the Road 33 – O atelier 3|3 é uma verdadeira caixinha de surpresas, agora sobre rodas no Porto num projecto de venda móvel em conjunto com a livraria Fonte de Letras.

– Giro, Art on Wheels
A artista Luciana Bastos equipou a sua bicicleta para venda de edições pelas ruas da cidade.