Apresentações, lançamentos e conversas sobre edições

Quadrado

Depois de ​3 séries de edições inovadoras de qualidade na divulgação e análise de banda desenhada, seguidas de 13 anos de hiato, a revista Quadrado regressa com o primeiro número da sua quarta série. Impressa na totalidade em Riso em cores variadas, a revista surge num novo formato, fragmentada em cadernos e folhas soltas. Na linha dos números anteriores, a revista é composta por banda desenhada original, textos e entrevistas. As histórias imbuem a publicação num tom melancólico, ora atravessando de maneira subtil e desconstruida o desejo de fuga e reinvenção, ora na consequência da identidade questionada numa intrusão inesperada, ou na contemplação que se instala no distanciamento involuntário entre amantes. Este número conta com contribuições de Amanda Baeza, André Pereira, Hetamoé, Marco Mendes, Sofia Neto, João Sobral, Francisco Sousa Lobo, Marcos Farrajota, Júlio Moreira e Igor Hofbauer.

PhosPrint

O Phos Print é um projecto de edição destinado a publicar livros de fotografia a preto & branco, impressos em Riso, com algumas incursões pela cor em Xerox digital. Sendo relevante a presença e a singularidade de cada autor as nossas edições têm habitualmente 93 exemplares. O que também lhes confere um carácter único, subjacente a um conceito de livro de artista e/ou publicação independente.

Para além de fotografias, as edições Phos Print, podem ainda conviver com textos poéticos e literários, bem como com outras experiências gráficas autorais que com as imagens fotográficas possam relacionar-se. Propomos uma experiência imagética diversificada mas com um design coerente e cuidado.

Com este projecto será lançado o primeiro livro de autor da colecção 90LPI, de Helena Granjo, e o livro Sakura de Mário Venda Nova.



Music is a big fucking deal, de Helena Granjo

A música e a fotografia sempre estiveram bem presentes no quotidiano de Helena Granjo a qual desde alguns anos atrás tem vindo a retratar o que se passa nos mais variados palcos do país, de concertos a festivais com um especial gosto por sonoridades mais alternativas e públicos intensos na sua devoção musical. Autodidacta, é no "fosso" que estabelece a sua aprendizagem e onde faz a sua escola, colaborando com vários meios online como a VICE Portugal, o Festivais de Verão, a Rua de Baixo e o Tympanum, entre outros. A música como escape, como libertação. o ambiente, os músicos, o público, os concertos.



Sakura, de Mário Venda Nova

no japão as cerejeiras simbolizam a natureza efémera, o aspecto circular da natureza e a sua perenidade. estão também associadas ao mono no aware (a beleza tingida de tristeza) que está ligado ao karma, ao renascimento, aos ciclos. a minha avó repetia muitas vezes que não há mal que sempre dure nem bem que nunca acabe, mais uma vez os ciclos, o karma, a vida nem sempre fácil. tudo, ou quase tudo, na vida se move em ciclos de dor e felicidade, tal como a sombra não existe sem a luz, uma não vive sem o seu oposto, uma dá origem à outra...
Edições 3|3

Da ideia, ao processo, à concretização do livro, 3|3 é um projecto de edições de autor, de livros de artista, de fanzines em vias de distinção, que funciona como um estímulo à publicação independente e do que possam ser improváveis edições. No encontro de técnicas manuais e de práticas artesanais, associadas ao fazer artístico de um livro, com técnicas de composição e impressão digital, cada publicação é um diálogo a três - o editor, o autor e o público, resultando em edições limitadas, numeradas e assinadas.

Nesta sua primeira apresentação as edições 3|3 trazem dois livros Cor de burro quando fica, de Marta Ramos e Encyclopaedia Fantástica: Cornualha, ilustrações de Tânia A. Cardoso e histórias de Joana Varanda.



Cor de burro quando fica, de Marta Ramos

A autora tem desenvolvido vários trabalhos em contexto diarístico usando técnicas como o desenho, a escrita, os recortes e colagens, a serigrafia, e uma panóplia de imagens que encontra e desencontra numa expressão singular de ritmos, de linhas, de cor e de manchas. Retirando e compondo páginas a partir de vários dos seus cadernos intimistas, de registo reflexivo, neles  traça e inscreve esboços de ideias, apropriando e desconstruindo matérias e conceitos percepcionados a partir do que a rodeia, num mundo que tem tanto de experiência e de registo objectivo como do que lhe é subjectivo, surge agora um livro feito de cadernos que assim nos dá a partilhar



Encyclopaedia Fantástica: Cornualha, de Tânia A. Cardoso e Joana Varanda

A ideia de criar este guia surge após a participação das autoras na mais recente revista H-Alt, com a BD «O Portal de Pedra». A partir daqui surge a possibilidade de o publicar pelas edições 3|3, projecto que abraçaram com uma fantástica energia. Fadas, Demónios e Piskies aos molhos! São estas algumas das criaturas místicas do nosso mundo, no pequeno livro-guia Encyclopaedia Fantástica – Cornualha. Vamos desvendar os segredos deste pequeno condado do sudoeste do Reino Unido, e conhecer as suas tradições, descobrindo como o respeito pela natureza persistiu personificado através de lendas e superstições pagãs de outros tempos.
3|3

Lançamento do mini zine do atelier 3|3, em formato A6 a partir de 3 dobras, do A4, para o A5 até chegar à dimensão final, juntando três autores e três linguagens artísticas. Sendo o 3 um número com inúmeras leituras e interpretações, de cariz simbólico, matemático ou puramente conceptual, será ele também o mote para o tema dos vários trabalhos que nele forem apresentados.

Neste 3|3#1 a Madame Zine, o Pedro Simões e o Walter Almeida constituíram a ficha tripla, cada um usou uma técnica manual de impressão e de práctica artesanal que tem vindo a desenvolver, respectivamente a colagem, a linogravura e a gelatina. Passando posteriormente para a impressão digital, com vista a ser reproduzido de forma mais acessível, houve contudo um terceiro momento com a colaboração do Museu da imprensa, usando uma tipografia manual na capa. Surge assim o primeiro jornal zine que vem combinar o número 3 com múltiplos de três.

 
Lançamento final da série de Banda-Desenhada

Violência Electro-Doméstica, de Xavier Almeida e Pato Bravo

Último fascículo (sétimo) + Colectânea de fascículos 

Em “Violência Electro-Doméstica” o nosso cinzento protagonista chega à sua casa como em tantos outros dias: sozinho e infeliz. Mas nos preparativos banais das suas rotinas diárias, uma sucessão de acontecimentos bizarros deixam no ar a sensação estranha de outra vida naquela casa. É uma comédia negra sobre o sobrenatural e a loucura.

Esta série começou há 2 anos no dia 25 de Abril de 2015. Foi feita integralmente pelos autores através da técnica de gravura de linóleo. Realizaram-se 60 pranchas de BD o que equivale a 60 placas de Linóleo! A colectânea terá uma edição limitada de 70 exemplares numerados.

A colaboração para a série “Violência Electro-Doméstica” entre os autores Xavier Almeida e Bernardo Fachada - que marca a estreia de B Fachada como argumentista (usando o disfarce de Pato Bravo) - surge após o primeiro trabalho em conjunto na realização do vídeo-clip de “Pifarinho”, música do último álbum (o terceiro homónimo) de B Fachada.

 

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